Hora de parar…

Bom dia!

 

Hoje eu queria falar um pouquinho da minha relação Cardiopatia X Internet. Quando eu soube sobre a má formação da Maria mesmo sem ter um diagnóstico preciso de um especialista fui logo procurando casos na internet, fiquei apavorada com tantas histórias, sem me dar conta de que cada caso é um caso e que as cardiopatias tem suas particularidades assim como cada criança tem a sua recuperação diferente da outra.

Você vai encontrar a nossa história no blog e a história de muitas mães em comunidades e blog’s como o meu, mas deve se lembrar que a força da qual o seu filho precisa esta dentro de você e que a sua história pode e muito provavelmente será diferente da nossa.

 

Hora de parar de buscar…

 

Depois que a Maria passou pela primeira cirurgia comecei a acompanhar as histórias da comunidade de cardiopatia congênita no Orkut e percebi que sofria a dor de outras mães sem conseguir viver plenamente o momento que estava tendo com a Maria, enquanto ela sorria eu chorava, pensando sempre o pior, tomei uma decisão que a princípio me pareceu egoísta, mas que como sempre as mães da comunidade com quem eu dividi este sentimento me apoiaram incondicionalmente (sábias mães) conscientes da minha angústia, decidi abandonar a comunidade por um tempo para aproveitar melhor minha convivência com a Maria.

Cabe a vocês perceberem que o importante é o tempo que temos com nossos filhos e que não vale a pena pensar no pior e não conseguir curtir a melhor fase.

Depois tudo isso vai passar e se eu não cuidar desta convivência agora quando minha filha fizer quinze anos nem vou ter o que me lembrar.

 Um beijo grande!

 

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One thought on “Hora de parar…

  1. Aline Silva Dexheimer 16 de Novembro de 2010 às 0:37 Reply

    Olá,
    Acho que tu estás certa. Não é egoísmo. É preservação. Precisas ficar forte para cuidar da tua filha e dar toda a alegria que ela merece. De nada adianta chorar apenas. As pessoas no desespero agarram-se apenas ao sofrimento. É preciso olhar de outra forma. E tu precisas estar completamente presente para ela. Não adianta sofrer também pelas dores alheias. Preserve-se sim e curta a tua filha. Nenhuma história é igual a outra! Beijos e fiquem bem.
    Aline

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