Gabriela fez quatro cirurgias no coração

Gabriela fez quatro cirurgias no coração

 por Thaise Rizato Rodrigues, mãe de Gabriela.

01 de abril, 2006

FORAM MAIS DE 100 DIAS DE HOSPITAL. CHEGOU UMA HORA EM QUE ATÉ OS MÉDICOS ESTAVAM DESACREDITADOS.MAS A GABY SOBREVIVEU, SIM, E HOJE PASSA MUITO BEM QUANDO DESCOBRI QUE ESTAVA grávida, de tão ansiosa marquei para fazer o ultra-som no mesmo dia. Mas o sexo do bebê eu só pude saber um pouco mais para a frente, na 29ª semana. Meu marido e minha mãe me acompanharam no dia do exame e juntos recebemos a notícia: era uma menina e seu nome seria Gabriela. Foi um momento maravilhoso, mas no final do exame veio o susto: um problema no coração do bebê foi detectado. Fui correndo ao encontro da minha obstetra. Ela disse que poderia não ser nada, mas também me preparou para o pior. Um ecocardiograma fetal foi marcado para dali a 15 dias. Foram os dias mais longos da minha vida. Até que consegui manter a calma na hora do exame, pois a médica era amorosa e me passou confiança. Mas aí veio o diagnóstico: Síndrome de Hipoplasia do Ventrículo Esquerdo, uma má-formação congênita grave. Ela disse que Gaby precisaria passar por duas cirurgias. Naquele momento a vontade era sumir da Terra com a minha filha nos braços. Começamos então a batalha. Fomos encaminhados a um excelente cirurgião. Com muita paciência, dr. Assad nos explicou como seriam as operações. Me segurei na fé em Deus e segui em frente. No dia 7 de maio Gabriela nasceu. Só pude lhe dar um único beijo e logo a levaram para a UTI. A operação aconteceu quatro dias depois. Família e amigos fizeram uma corrente de oração. Foram quatro horas de agonia. Até que o médico apareceu e anunciou que a cirurgia havia sido um sucesso. Foram 20 dias no hospital. Mas, duas semanas depois, tivemos de encarar outra internação porque Gaby precisou fazer um cateterismo. Mais 15 dias de batalha. Em agosto voltamos para fazer a segunda etapa da cirurgia, chamada Norwood. Gabriela enfrentou mais essa e em uma semana nossa guerreira estava bem. Mas o sofrimento não acabou por aí. Uma infecção apareceu, e ela teve de voltar para o centro cirúrgico. Só que dessa vez sua recuperação não foi nada boa, e a médica nos alertou para o pior. Esse foi o momento mais difícil, sentia que minha filha estava indo embora. Fiquei desesperada. Reuni a família e juntos suplicamos a Deus para que deixasse Gabriela conosco. E não é que em algumas horas o quadro se reverteu? No dia seguinte, a infecção já estava controlada. Mas só voltamos para casa depois de 50 dias. Hoje ela tem 8 meses e, apesar de tudo o que enfrentou, é uma garotinha muito alegre. Agradeço a Deus pelos profissionais que atenderam minha filha, eles são verdadeiros anjos. Ufa! Agora é hora de comemorar o milagre da vida! Viva! O QUE É SÍNDROME DE HIPOPLASIA DO VENTRÍCULO ESQUERDO? É uma das síndromes mais diagnosticadas da vida intra-uterina e tem a incidência de 0,6 para cada mil bebês nascidos vivos. A doença é responsável por 22% de todas as mortes cardíacas de bebês na primeira semana de vida. Um coração normal tem dois ventrículos (bombas cardíacas). O direito bombeia o sangue para os pulmões (onde é oxigenado) e o esquerdo o distribui para o corpo. O problema é que essa síndrome atrofia o ventrículo esquerdo, comprometendo a circulação. Bebês portadores dessa síndrome desenvolvem a hipertensão pulmonar com o passar do tempo, e o índice de mortalidade é alto, caso não sejam operados. Para resolver, alguns médicos estão propondo uma nova técnica cirúrgica, inédita no mundo, para redirecionar o fluxo sanguíneo. A idéia é utilizar dispositivos de silicone para ajustar o excesso de sangue que vai para os pulmões. CONSULTORIA Dr. Renato Assad, cirurgião cardíaco do Hospital Samaritano e do Instituto do Coração (Incor), pai de Roberta e Rodolfo. Tel. (11) 3069-5089, rsassad@cardiol.br

Fonte: http://www.revistapaisefilhos.com.br/htdocs/index.php?id_pg=121&id_txt=47

 

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2 thoughts on “Gabriela fez quatro cirurgias no coração

  1. cynthia 15 de Setembro de 2010 às 21:37 Reply

    Olá,

    Gostaria primeiramente de parabenizá-la pela iniciativa de fazer esse espaço.Acho que vc não imagina o quanto de bem tem feito a muitas mães!
    Estou passando pelo momento mais difícil da minha vida,descobri essa semana(estou com 25 semanas de gestação)que meu neném tem uma atresia da valvula tricúspide e não sabemos se ele resistirá até chegar a hora certa dele nascer para poder passar pelas cirurgia.
    É muito confortante pra mim acompanhar a história de vcs e fico muito feliz pelos seus sucessos,só quem já passou por uma angústia dessas sabe calcular o tamanho da nossa dor…
    Rezo e peço a Deus a todo o momento pelo meu filho,para que ele tenha garra para conseguir vencer todas as etapas e chegar como a Maria Tereza com muita saúde para tirar essa próxima cirurgia de letra como tem feito até agora,tenho certeza que vai dar tudo certo.
    Muita força para todas nós!

    • Viviane Prado 30 de Setembro de 2010 às 19:04 Reply

      Oi linda.
      Mil perdões pela demora em responder…A Maria tem me tomado muito tempo.
      Quero saber como está? E prometer que não vou mais deixar este espaço assim tão largadinho, porque a grande verdade é que precisamos uma das outras.
      Um grande beijo
      Aguardo notícias.

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